quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Farofa de Tatu ...

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Notícias Bizarras dá apoio moral ao prêmio IgNobel

03/10/2008 - 00h34
Trabalho com tatus rende prêmio Ig Nobel a brasileiros
da Folha Online

Dois arqueólogos brasileiros ganharam nesta quinta-feira (2) uma das categorias do Prêmio Ig Nobel, o Nobel da pesquisa inútil. Astolfo Gomes de Mello Araújo e José Carlos Marcelino, pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) venceram o prêmio na arqueologia por mostrar que tatus podem modificar o conteúdo de uma escavação arqueológica.

O "prêmio" é concedido anualmente por um grupo de humoristas a pesquisas "que não poderiam ou não deveriam ter sido publicadas". A premiação, que não inclui dinheiro, é feita para "honrar as experiências que primeiro fizeram as pessoas rir, e que depois as fizeram pensar", segundo os organizadores.

Tatus irritados, afirmam os pesquisadores brasileiros, podem mover artefatos para cima, para baixo e até para o lado por vários metros em uma escavação arqueológica, enquanto cavam. Tatus são mamíferos extremamente hábeis na arte de escavar.

Araújo afirmou estar emocionado por vencer. "Não há Prêmio Nobel de arqueologia, então um Ig Nobel é uma coisa boa", afirmou ele, por e-mail.

Entre outras grandes descobertas premiadas, a americana Deborah Anderson e sua equipe de geneticistas conseguiram comprovar em testes de laboratório que a Coca-Cola é um efetivo espermicida. Ela levou o prêmio de Química do Ig Nobel.

Na mesma categoria, uma equipe de cientistas taiwaneses dividiu o troféu por chegar ao resultado oposto: de que o refrigerante não funciona como contraceptivo. Segundo a americana, métodos distintos utilizados nas pesquisas explicam a diferença.
Um porta-voz da Coca-Cola se negou a comentar a premiação.

Geoffrey Miller, Josha Tybur e Brent Jordan, da Universidade do Novo México, levaram o prêmio de Economia por estudar o impacto do ciclo de ovulação de uma stripper sobre as gorjetas que ela recebe.

Já na área de medicina o prêmio foi entregue a Dan Ariely, da Universidade Duke (Carolina do Norte), que confirmou as suspeitas de alguns psicanalistas de que um falso remédio caro é mais eficaz que um barato.

O Ig Nobel premia pesquisas inúteis há 18 anos na Universidade Harvard, em Boston (EUA).
A divertida festa terminou com as palavras do organizador, Marc Abrahams, que desejou melhor sorte para o ano que vem aos pesquisadores que saíram de mãos vazias e, em especial, aos que ganharam um dos prêmios deste ano. Os antinobel foram entregues por dois verdadeiros Prêmios Nobel, William Lipscomb (Química, 1976) e Frank Wilczec (Física, 2004).

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